Nosso Drama

Afinal, algumas pessoas nos rodeavam.

Eu estava sentado na cadeira, você nos meus braços. As pessoas nos olhavam de maneira desconfortável.

Era tudo um jogo muito bem calculado. Eu fazia de que queria ficar sozinho, mas estava preso demais no meu próprio mundo para me comunicar. Eu ficava ali, sentado, te segurando forte, olhando para você. A idéia era me tornar uma espécie de instalação de museu de arte moderna. “O homem triste de verdade”.

As pessoas que ficavam também faziam parte dessa instalação, desse teatro, mas eu era o único que sabia que se tratava de uma encenação da parte de todos. E não foi sempre assim?

Não.

Na verdade não.

Costumava ser “nós”.

Nós nos divertíamos em ser bons cenários e boas situações. Brigávamos em público e em privado (era algo como a versão de nosso relacionamento de um monólogo), dizíamos coisas apenas para criar dramas.

E as pessoas rodeavam. Elas tinham opiniões e posicionamentos. E você fugia para a casa de uma amiga e ela fazia o papel da pessoa que dizia para você me largar. E eu ia beber com um amigo e ele fazia o papel do cara que me convencia a te trair.

E a peça continuava. O modo como fingíamos nos amar e fingíamos que não viveríamos sem o outro. Atuar o amor sempre foi uma grande emoção.

Não que não nos amássemos sinceramente ou o quão sinceramente conseguíamos amar, é só que o importante não era a sinceridade. O importante não era o que podíamos dizer de verdadeiro. O importante era o que podíamos dizer de interessante.

Eu me pergunto se no fim a piada era que nós acabamos por nos tornar pessoas bem chatas. Mas talvez a intenção não fosse ser interessante no sentido em que pessoas inteligentes ou engraçadas são interessantes. Talvez a intenção não fosse ser interessante no sentido em que um bom filme é interessante, mas no sentido em que uma novela é interessante. As pessoas não eram particularmente ligadas a nós. Não realmente se importavam com nosso destino, mas era uma constante para nossos amigos saberem que tínhamos algum problema, algum drama.

E eles nos visitavam e nós brigávamos por uma coisa boba e eles acompanhavam as dores até a reconciliação e não era nada de épico, mas era uma boa diversão. Há de se haver lugar no universo para as medíocres boas diversões e como nós gostávamos de ocupar esse lugar.

Eu realmente acreditava que havia um lugar no universo para nós. Para nossos probleminhas. Para nosso vai-e-volta e nossas inúmeras histórias de conquista e reconquista, de traição e arrependimento, de experiências novas e retorno ao tradicional. Nós não atuávamos só uma peça relação. Nós atuávamos a história do mundo.

Em nós estava condensado o que há de eterno e imutável na essência de algo muito importante. A nossa arte capturava a totalidade da estabilidade do caos. Nossa constante era ser incerteza. E alguém talvez fizesse uma aposta de quanto tempo iríamos durar, mas eu sempre soube que duraria pra sempre.

Sempre soube.

E eu estava errado.

Como dói para nós artistas vivermos em um mundo que não criamos. Participar de acasos genuinamente não previstos. Sofrer dores não programadas.

Fico sentado aqui com você nos meus braços e de repente me atinge a possibilidade de perder o controle. De não saber o que fazer em seguida. De estar triste não em drama, mas em fato. De ser um personagem cujo papel não escrevi.

De repente me atinge a possibilidade de que o Destino roubou minha caneta e que tudo isso é só um meio dele me avisar que as férias acabaram. Que agora é ele quem escreve essa história.

Mas as histórias do Destino terão a nossa beleza? A nossa sutileza? As nossas piadas internas e nossa capacidade de cativar e interagir com nosso público?

Desde que uma partícula explodiu em algum ponto do espaço, o Destino escreve suas histórias de átomos que se chocam e protozoários que sobrevivem. Seria razoável esperar que incontáveis anos escrevendo dariam a ele uma habilidade de fazer algo melhor. Ao invés disso, veja só, ele retira de nós, que somos tão talentosos, o controle criativo dessa emocionante novela sobre um casal que não se suporta, mas que se ama e o que ele faz? Ele cria um giro irritantemente típico daqueles escritores que acabaram de perceber que a audiência caiu.

 

Agora você está nos meus braços, dentro de uma caixa, provavelmente compartilhando as cinzas de sabe-se lá quantos outros que passaram pelo mesmo crematório.

É o seu funeral e você ficaria orgulhosa em como estou transformando isso em um show sobre minha tristeza.

 Tudo bem, não é um funeral tecnicamente, mas eu pensei nessa grande cena de mim sentado em uma cadeira te segurando enquanto as pessoas tentam me consolar e vão desistindo aos poucos. Então eu liguei pra todo mundo e disse que não conseguia ficar sozinho; que eu tinha bebida e um pen drive com uns filmes antigos do Jackie Chan; que só queria companhia.

Eles acharam a bebida - mas como você me amaldiçoaria na sua não-existência se eu tivesse de fato exibido qualquer filme do Jackie Chan.

Não querida, mil vezes não, eu quis te dar um último palco, um último drama. Se o maldito Destino achou que seria uma boa ideia para melhorar a audiência que o seu último episódio ocorresse em um maldito crematório com sua clichê e chorosa família me entregando suas cinzas em um doentio sinal de respeito, ele está enganado.

É isso, meu bem. É você nos meus braços com todos nossos amigos ao redor esperando uma reação. Esperando um último drama. Eles sabem que terão! Talvez eu te jogue na privada e dê descarga. Talvez eu te jogue em um lanche como se fosse pimenta-do-reino. Mas algo vai acontecer. Eles sabem. Eles esperam. Como eu gostaria que você ainda existisse para que esse prazer não fosse tão solitário.

 

Como eu amei dividir esse palco com você.

Como eu odeio essa situação. Como eu odeio e desprezo estar próximo a esse abismo.

A platéia espera nosso último drama e após dá-lo, o que eu vou fazer? Oh céus, oh céus, estou perdendo o controle. A caneta está sendo tirada de mim de novo. O que eu vou fazer? Você não era minha vida. Você morreu e eu ainda estou vivo. Mas você era minha co-autora. E sem você não há mais criação. O que eu vou fazer depois de hoje? Como eu vou acordar amanhã? Eu acho que vou ter uma overdose de realidade e morrer junto com você.

Eu não quero morrer, mas eu me sinto já morto. Como posso dizer que existo quando o amanhã não existe? Como posso continuar vivendo se todo o futuro está bloqueado? Não é só que eu não saiba o que eu vou fazer amanhã. Minha vida sem você não é um mistério a ser resolvido ou descoberto quando o dia nascer. Minha vida sem você é outra vida e eu estou tão pronto pra nascer de novo quanto estou para morrer definitivamente.

Eu não quero fazer isso. Eu não quero nosso último show. Eu quero recuperar o controle. Eu quero recuperar agora. Eu quero que isso seja mentira. Eu quero que nossas mentiras juntas voltem a ser realidade. Eu não aguento mais tanta verdade. Céus céus céus, estou perdendo o controle. Isso deixou de ser um bom drama. Eu tenho que parar e recuperar agora. Eu tenho que ter você de volta porque sem você é certo que o sol nasce amanhã. Toda essa verdade vai ser minha morte.

 

E acontece muito antes que eu pensava. Acontece antes dos convidados irem embora. Acontece antes de acordar.

Você morreu e enquanto eu percebo que quero morrer junto, eu percebo toda a irritante realidade disso. Eu sou só uma pessoa estúpida com a caixa das cinzas da minha ex-namorada nas mãos. E eu achei que isso seria… eu sei lá o que eu achei. Agora só parece estúpido.

Quantas coisas parecem estúpidas agora.

Você morreu e uma parte de mim quer que eu lide com isso. Mas o que eu vou fazer se nós não podemos mais escrever nossas histórias? Como que funciona isso de viver sinceramente? Como que funciona isso de não ter alguém com quem trocar diálogos? Alguém espera que a partir de hoje eu tenha conversas ao invés de diálogos? Quantas coisas parecem estúpidas agora.

 

Eu me levanto e agradeço a todos por virem, peço desculpas e digo que gostaria de ficar sozinho.

É tudo verdade.

Coloco a caixa em cima de uma mesa com fotos nossas e sei que eventualmente vou ter que colocar as fotos em uma gaveta e pensar em qualquer meio de se livrar dessas cinzas. Não quero jogá-las em nenhuma parte, não quero ficar encarando-as. Eu penso nisso depois.

Esse é o momento em que eu visualizo um futuro sem você.

Vai ser uma vida.

E vai ser triste.

E eu vou superar.

E eu vou achar alguém.

E é assim que o Destino escreve suas histórias entediantes.

Sobre Aquilo Que Nós Fazemos

 

 

Estava sentando no chão de alguma área entre a cozinha e a sala incapaz de se perguntar o que fazia lá.

Suas pernas pareciam enfraquecidas de algum modo. Talvez o sangue corresse normalmente pelas veias e talvez os nervos ainda mandassem sinais para o cérebro, mas o cérebro falhava em fazer a conexão entre estímulo e espírito. Em algum lugar estranho e incompreensível nas maquinações do órgão onde se encontrava aquilo considerado como “eu”, não havia um “eu” a ser encontrado.

E que o cérebro funcionasse a ponto de continuar comandando o coração a bater era apenas um movimento inteligente de Deus ao não dar ao coração qualquer modo de autoconsciência, pois se pudesse se perguntar porque batia, aquele coração decidiria não bater mais.

“Homens deprimidos não contam histórias”, se convenceu.

Pensou em Abraham Lincoln por um momento, clinicamente depressivo, e o quanto sua depressão colaborou com suas decisões difíceis.

Lincoln isolou a si mesmo em uma prisão de autodeclarados mandamentos morais e teve a rara oportunidade de ter a sua disposição homens com armas para fazer obedecerem à sua megalomania.

Enquanto os generais confederados se relutavam em atacar seus brancos vizinhos ao norte, considerando a si próprios como uma força de defesa de direitos constitucionais. Lincoln teve que demitir, ignorar ou politicamente alienar quatro ou cinco generais até achar um Ulysses Grant disposto a fazer com que o Criador abrisse os chãos para que as hordas do inferno trouxessem um fim à escravidão.

Foi sangrento e doentio e cidades foram arrasadas e os escravocratas não entendiam como alguém poderia submeter seres humanos à tamanha crueldade.

O que mais um homem deprimido poderia fazer?

“Homens deprimidos não contam histórias”, repetia a si mesmo, “homens deprimidos são o inferno”.

Alguém teria que ser.

Os anjos caídos de Lúcifer não eram os inimigos do Bem, eram suas tropas de elite. Deus, sendo incapaz de criar o Mal, precisava de inimigos para que pudesse haver vida.

A vida é um mal e Deus não poderia fazê-lo sem que seu exército criasse antes a guerra.

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O dia em que todos são santos

 

O que vem depois do fim? Por que a única certeza da vida é a que trás mais dúvidas? Ele está em um lugar melhor? Ela descansou em paz? Eles sofreram muito? Como vai ser para mim?

Marcos nunca pensou muito nisso, na verdade as poucas mortes por que passou não foram de pessoas realmente próximas a ele, pessoas que significavam algo.  Nem mesmo ao enterro de seu pai ele tinha ido. Meses depois, vasculhando as gavetas do escritório, encontrou uma carta de seu pai. O texto escrito com a velha caneta tinteiro dizia que ele sentia estar perto da morte. Sabia que não tinha sido o melhor dos pais, mas que apesar de tudo o amava, mesmo que não tenha dito em vida nem demonstrado apropriadamente.

Uma carta seca e sucinta como o velho tinha sido a vida toda. Terminava com um último pedido. Não pedia amor, não pedia perdão, muito menos compreensão. Só queria que visitasse o túmulo uma vez por mês e lavasse a sua lápide. Mesmo na morte o velho continuava vaidoso.

Marcos não sabia exatamente porque, mas resolveu que atenderia o pedido. Pelo menos tentaria. Era mais uma desforra contra o velho que nunca ouviu pedidos de ninguém. A primeira visita ao cemitério foi com um certo receio e até um desconforto, mas depois de alguns meses foi se acostumando. Passou a observar à sua volta e descobriu que o lugar era mais cheio de vida do que as pessoas costumam imaginar.

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Os noivos

 

 Apesar de seu nome, Maria nunca foi muito religiosa, por isso se surpreendeu quando Tiago veio com a ideia de casar na igreja. Tudo bem que já namoravam há quase dois anos e que fariam 18 em alguns meses, mas ela não via sentido para aquilo. Tentou argumentar que eram jovens de mais, que não tinham dinheiro e que não precisavam se apressar, mas Tiago tinha tudo planejado. Seu pai lhes daria uma casa e ele poderia trabalhar na empresa da família até se formar na faculdade. Ela faria faculdade também e quando pudesse faria um estágio ou trabalharia. Na opinião dele, não tinha por que esperarem. Ele a amava e sabia que ela era a mulher da vida dele.

Como Maria estava relutante Tiago a levou para uma loja de noivas. Aquilo definitivamente a animou. Se ver em um lindo vestido branco despertou algo nela, algum sentimento antigo, talvez alguma memória da Barbie se casando com o Ken. Ela mesmo não conseguia entender. Logo estava toda atolada nos preparativos do casamento.

Os meses voaram. Ambos fizeram aniversário e anunciaram a data do casamento para o mês seguinte da formatura deles no colégio. Nesse meio tempo arrumaram sua nova casa, contrataram músicos, decoradores, buffet, agendaram a igreja. Os pais de Maria, que não tinham gostado da idéia de perder uma filha, logo passaram a aceitar que ganhariam um filho e, quem sabe, um neto.

Maria estava adorando tudo aquilo, era a realização de um sonho que ela nem sabia que tinha. Quem começou a ter problemas com a situação foi Tiago. Ele começava a se sentir sufocado, se preocupava com coisas com que nunca tinha se preocupado antes. Como iria sustentar a casa? Quando teriam um filho? Ela seria fiel? Ele seria? Quanto mais o casamento se aproximava, mais nervoso o noivo ficava.

Tiago estava tão nervoso que tinha se esquecido da despedida de solteiro e foi surpreendido pelos amigos que o levaram para uma comemoração. Naquela noite, ele decidiu que não iria se casar e fugiu com a stripper da festa. A pobre noiva foi abandonada no altar e consolada por todos que diziam que ela era muito jovem e teria outras oportunidades.

Realmente teve, ela se casou quatro vezes e traiu os quatro maridos com Tiago que volta e meia reaparecia na vida dela. Hoje eles moram juntos e sabem que realmente foram feitos um para o outro. Mas, apesar de já estarem com 55 anos, ainda se acham jovens demais para casar.

Oliboni

Quando a mágica não basta

Perto que completar trinta e cinco anos de casamento Ricardo achava que tinha aprendido tudo que se precisa saber sobre amor. Marido fiel, sempre atento aos desejos da esposa e um bom pai. Tudo estava perfeito no seu lar. Pelo menos era o que ele pensava até a esposa lhe dizer o que queria de presente de aniversário:

— Quero me apaixonar de novo. - Ela falou sem grande cerimonia enquanto ele lia o jornal.

De cara ele não levou muito a sério. Que tipo de história era aquela de se apaixonar? Tudo bem que a paixão do casal já tinha sido maior, mas eles se amavam e, para Ricardo, isso bastava. Quando percebeu que ele não acreditou no que disse, Ofélia arrancou o jornal das mãos do marido, olhou nos seus olhos e disse:

— Quero me apaixonar de novo Ricardo. E, se não for por você, será por outro. Você vê o que acha melhor.

Ele olhou nos olhos azuis da mulher e sentiu que ela não estava brincando. Respirou fundo para ganhar alguns segundos enquanto pensava o que iria dizer, mas, sem nenhuma idéia brilhante, tentou descobrir o que ela queria dizer:

— Certo, se apaixonar de novo…  mas o que você quer que eu faça para você se apaixonar de novo, por mim de preferência?

 — Não sei, isso é você que tem que descobrir. Sabe, Ricardo, nosso namoro, nosso casamento sempre foi cheio de mágica e emoção. Com o passar dos anos sinto que nós perdemos isso. Eu sinto falta desse romance, de me sentir querida, de te desejar. Então você tem até o nosso aniversário para descobrir como vai me conquistar novamente.

Ela se levantou e foi para cozinha como se tivesse lhe pedido para comprar pão na volta pra casa. Ricardo estava sem palavras.

Mesmo sabendo que Ofélia não iria abandoná-lo, sentia-se na obrigação de atender seu pedido. Mas se apaixonar? Porque ela não poderia pedir algo mais simples? Mesmo que fosse alguma coisa cara. Como você faz alguém se apaixonar por você?

Depois de remoer suas idéias por algumas horas enquanto fingia que lia o jornal, conseguiu chegar a apenas uma solução: ela já tinha se apaixonado por ele uma vez - tudo bem que foi há muitos anos e hoje são pessoas diferentes, mas ainda assim… - ele já tinha conseguido uma vez e poderia repetir a façanha. Para isso a única coisa que tinha que fazer era lembrar como tinha a conquistado. Read the rest

Mecânica dos Pensamentos I

 

Tudo tem uma explicação, uma proposta, uma razão. Pode não ser boa, mas nada é tão por acaso como muitas vezes gostaríamos que fosse. Esse site, o ato de escrever conteúdo para ele, tudo isso, vem de algum lugar. Pode não ser algo bem definido, nem precisa ser, mas as coisas também não são tão mágicas como em uma comédia romântica hollywoodiana.

Assim, escrever tem sua razão e quando digo escrever estou na verdade querendo dizer se expressar - escrever, desenhar, falar, olhar – colocar para fora suas ideias. Não sei se posso generalizar, mas me parece uma necessidade básica do ser humano, quase uma questão de física. Read the rest

O Segredo de Josefine

 

Josefine tem um segredo. Ela esconde de todos – do marido, dos filhos, dos amigos, dos pais. Ela pensa se seria possível até esconder de Deus, pois confessar seu segredo não melhoraria em nada. É algo tão horrível de se pensar que Josefine esconde dela mesma.

Josefine quer se matar. Read the rest

Pé na estrada

 

E lá estava você, na beira da estrada, com o seu dedo esticado, esperando uma carona quando viajávamos a mil por hora cortando a paisagem. É claro que te vimos logo que passamos a curva. Já estive bem aí nesse lugar, plantado, esperando alguém passar, esperando algo acontecer.

Sabe aquela sensação que você tem antes de partir em uma viagem? Aquela inquietação? Aquela noite mal dormida bem no dia anterior à partida, justamente quando você deveria estar descansando, mas não consegue de tanta empolgação. É tanto que você quer fazer, tanto que você espera dessa viagem que não consegue nem dormir?

Era isso que eu estava sentido antes de partir nessa viagem, essa mesma em que você acabou de pegar uma carona, e é isso que espero que você sinta nesse caminho com a gente.

Não sei pra onde vamos, não sei quanto tempo vai durar essa viagem. Talvez essa seja a melhor forma de viajar, talvez não, mas com certeza é o melhor jeito de relaxar e curtir o trajeto. E esse é o grande objetivo.

Tudo que você precisa saber sobre a gente está aí, bem à sua mão. Quem somos, como participar dessa jornada, enfim, fique à vontade no nosso carro. 

Oliboni